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quinta-feira, 11 de março de 2010

Nem tudo é perfeito

Às vezes a vida traz-nos grandes surpresas.
Quando era pequeno idealizava um futuro solitário numa casa de linhas pouco ortodoxas e com uma profissão que tomasse grande parte do meu tempo. E vivia estremecido entre a euforia de poder realizar tudo o que toda a gente quer e a agonia de deixar para trás os meus pais e os meus irmãos e uma casa onde cresci e certamente viveria uma vida.
Mas a vida encarregou-se de que essa casa e essa família que tanto temia perder, me abandonasse. A vida fecha-nos portas, mas abre-nos janelas e hoje vivo com uma família ainda melhor, a minha avó e o meu avô, sem esquecer da Rosana (a gata) e do meu companheirissímo Breno (o melhor cão que alguma vez tive).
Moro numa casa extraordinariamente linda, com uma família autêntica. Tenho a vida com que sonhei. Viajo varias vezes no ano, tenho o meu espaço.
Ainda assim alguma coisa me faz falta. Faz-me falta a família que perdi, as recordações que foram abandonadas o amor que já não tenho.
Nem tudo é perfeito.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mas porquê?

Hoje não está a ser um dia fácil.

Sabem há quantos anos eu fumo? Já vai para oito. Oito, oito anos agarrado aos cigarros.

Eu sei que faz mal à saúde, que nos deixa a pele num estado lastimável, que nos põe a voz num tom áspero, que deixa um cheiro horrível na roupa, e tudo mais eu sei. São oito anos a levar com esta conversa.

Apesar de tudo isto, é o meu vício. E um viciado não deixa as coisas de uma hora para a outra (ou até deixa, mas precisa duma força de vontade que eu não tenho).

Nunca me castigaram por isso (se calhar deviam tê-lo feito) e agora porque raio é que toda a gente caíu em cima de mim com o dedo apontado como se tivesse cometido o pior dos crimes? Hãm?



Porra! Dixem-me lá em paz com o meu cigarrito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A vida em rosa

A vida é para se levar como se fosse um mar de rosas, mesmo quando as coisas não correm bem. Os problemas não se resolvem só porque estamos preocupados com eles, nem se tornam menos graves só por falarmos neles.

Hoje apetece-me beber um copo com amigos e deixar os problemas para amanhã.